domingo, 12 de janeiro de 2014

Das coisas que eu não entendo: cadeirinha de carro

Escrevi isso há um bom tempo, antes que mofe vou tirar a poeira e lá vai...
Assim é na propaganda, mas só na propaganda.

Eu não entendo muitas coisas. Mas isso me incomoda bastante, sei que provavelmente vai ter uma avalanche de gente me achando louca e irresponsável por ser contra a cadeirinha de bebê em carros. Não sou totalmente contra. Entendo sua utilidade e não sua obrigatoriedade, e como sou bastante questionadora e crítica, analiso problematizo e apresento a vocês minha humilde opinião.
Tive vontade de pesquisar e entender mais sobre o assunto devido a aversão que meu filho tem a dita cuja e disse num post sobre a nossa viagem de férias que um dia entraria mais a fundo no tema. Não foi nada fácil fazer Turim - Nice, Nice - mandelieu e  Mandelieu - Sanary com meu bebê na cadeirinha. O desespero e a tristeza dele em estar alí era de cortar o coração. Ainda mais o meu que sou considerada uma mãe mole.
Daí eu fiquei pensando na minha infância na década de 90 no fusca do meu pai, onde cinto de segurança no banco de trás nem existia. Se você não for muito jovem vai se lembrar que no Brasil quase ninguém usava cinto de segurança. Me lembro que no fim dos anos 90 eu até participei de um projeto da minha escola com a policia  federal, éramos patrulheiros mirins e parávamos carros pra explicar a importância do cinto. Como ouvir não funciona muito com brasileiro, resolveram fazer doer no bolso e aplicar multas pra que a utilização do cinto fosse feita na base da obrigação e da chantagem, se não usar vai pagar. E caro! 
Eu odeio esse tipo de coisa: é coação. Os riscos de morte diminuem? Sim. Mas se tiver que morrer vai morrer mesmo com o cinto. Sinto muito dizer. Mas é muito fácil dizer que está prezando pela pessoa obrigando a utilizar o cinto em nome da vida. Pois se fosse assim porque não paga multa quem fuma? Ela está atentando contra a própria vida mais do que quem não usa o cinto, só pra dar um exemplo que é no mínimo polêmico. Acho que é um modo seguro para o bebê, mas colo e contato humano também são. E em avião tem o cinto do bebê que é afivelado ao cinto da mãe. Em ônibus local ou de viagem não tem cinto nem pros adultos. Táxis que são carros de passeio, vale lembrar também, trafegam com bebês sem a cadeirinha, eu nunca perdi uma corrida porque o taxista não me levaria com um bebê sem a tal. Em trens de alta velocidade como o TGV na França também não tem. Todos esses meios são passíveis de colisão ou outros tipos de acidente. Então pergunto: por que a cadeirinha no carro é obrigatória, visto que ela pode ser instalada em qualquer modo de transporte com poltrona e cinto? Ouso responder que é simplesmente para mover o consumo capitalista. Se não houvesse essa obrigatoriedade a venda dessas cadeirinhas seria bem menor e é um mercado e tanto, visto que cada modelo corresponde a um peso e tamanho, portanto em média uma criança usará uma ao nascer até quase 1 ano. Outra depois entre 1 e 3 anos e talvez uma terceira cadeirinha ou ao menos um assento especial. São pelo menos 3 produtos diferentes. Entendo que muitas pessoas reutilizam, mas ainda assim me parece uma obrigatoriedade que alavanca um consumo, e como dinheiro é o cerne da questão...Quem não usa paga multa. A reflexão tá lançada. Eu prefiro pagar multa a ver meu filho esgoelar por horas. #menasmain
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...