quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Quando amamentar é opção


Eu interrompi meus relatos lerdos sobre as férias na zoropa, a viagem durou um mês e já tem quase dois meses que voltamos e não consegui contar tudo, falta de tempo aqui tá grande. Também ainda falta contar mais da minha experiência com a amamentação que continua indo muito bem. Mas o que eu vou falar não é nenhuma aventura de viagem com a cria, mas não deixa de ser sobre algo que aconteceu durante a viagem, e também tem relação com a amamentação.

Fomos visitar uma pessoa que tem um bebê de 7 meses e conversa vai conversa vem meu filho que tava com 15 meses quis mamar, isso gerou um comentário do tipo: “ele ainda mama?!” num misto de pergunta com exclamação e reprovação.
Mas até aí tudo bem, já me habituei a nossa sociedade que chama de ruim vínculos entre pais e filhos e ainda tem coragem de usar amor e excesso numa mesma frase. ok, ok, nunca vou entender, mas já me habituei a ouvir as barbaridades totalmente míticas sem nenhum embasamento que as pessoas falam sobre quando se amamenta um bebê crescidinho, principalmente que anda. Mas eu me estarreci, fiquei realmente boquiaberta quando perguntei a pessoa que estávamos visitando se sua filha não mamava mais, observem o mais, pois acreditava que ela tinha mamado algum dia, alguma vez em sua curta vida de 7 meses, e eis que ouço:  “ela nunca mamou, não quis amamentar”, confesso que me faltaram palavras em português quem dirá em francês. E aí eu me perguntei, mas como ela não teve uma mastite ou um problemas do gênero? Não me aguentei e perguntei pra ela, e o marido me respondeu que no hospital na França eles perguntam se a mãe quer ou não amamentar, se ela não quiser já dão um remedinho alí no pós parto imediato pro leite secar. Olhei a menina e senti uma dor no peito. Fico me perguntando até hoje o que leva uma mulher a tomar essa decisão, a inserir no seu corpo uma droga pra impedir que a natureza hormonal pós parto haja. A que tipo de informação essa mãe teve acesso? Desde o meu parto, desde que amamento passei a me ligar muito a essas questões, mas esse ocorrido me batizou como ativista da amamentação e me senti na obrigação de frequentar grupos sobre o tema e me disponibilizo a ajudar como puder e principalmente difundir informação. Informação baseada em evidências, informação de qualidade para outras futuras mães não titubearem quanto a escolha de amamentar ou não. Até me soa bizarro ter a opção de amamentar ou não, acho que se escolhe ter um filho ou não, mas a partir do momento que se escolhe ter o filho amamentar está no pacote tanto quanto parir, noites sem dormir, trocas de fraldas e sorrisos perfeitos.
Em primeiro plano somos mamíferos o que deveria ser mais que suficiente para compreendermos que devemos amamentar, e que embora seja um processo fisiológico tem muito da cultura nele e precisamos aprender a fazê-lo. Depois vem inúmeros benefícios a curto médio e longo prazo para o binômio mãe e bebê. As pesquisas nesse sentido não param e são TODAS positivas. As questões que as pessoas tem como negativas e que relacionam à amamentação ou são falaciosas do tipo “peito cai quando se amamenta”, ou ocorreram por falta de apoio e informação como: “meu leite era fraco”, “não era suficiente”, “tive rachaduras”. Então, como já disse em outro post aqui amamentar é amor em forma de leite, e partilhar esse amor e esse cuidado me faz feliz. Não existe tecnologia no mundo que possa fazer um alimento tão perfeito pro nosso filho quanto nosso próprio organismo.
Eu sou uma ativista da amamentação por esses motivos, eu acredito no amor e que alimento é muito mais que nutrir o corpo, mas nutrir a mente, o estômago, o coração e alma.

3 comentários:

  1. Oi, Eloá!
    Cada cultura tem a sua forma de encarar a amamentação, mas algumas mulheres se aproveitam da "modernidade" para viverem a vida de forma muito cômoda e os prejuízos e cobranças pela falta chegam um dia e essas mulheres acharão outras justificativas e se esquecerão do que deixaram de fazer. Tem um texto da coletiva escrito pela psicóloga Elianne Abreu Diz que é muito bom para explicar a amamentação além do alimento.
    Obrigada por participar da coletiva!!

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  2. Em tempo: O seu post pareceu desconfigurado pra mim e tive que ler pelo feed. Talvez seja o meu navegador... ou se estiver em outro navegador desconfigurado, pode ser que esteja faltando algum código de fechamento, pois é somente o segundo parágrafo que está com esse problema.

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    1. Oi Luma, obrigada pela visita, vou ler esse texto q me indica. Quanto a ocnfiguração pra mim aparece normal, pode ser que seja o seu navegador. mas vou continuar observando,

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