terça-feira, 12 de março de 2013

Continuação: aniversário diferente, bolo diferente!

O Nonô fez um ano e e eu me orgulho e agradeço por ter tido condiçoes de seguir preceitos alimentares dos quais acho adequados para o meu bebê. Apesar das dificuldades iniciais de amamentaçao que um dia eu conto aqui, ele foi alimentado por leite materno até o sexto mês. Completou 1 ano e ainda mama e vai mamar ate quando nós quisermos (eu e ele). Nesses seis meses de inicio de alimentação sólida não consumiu açucar, sal, mel e gluten por convicçoes que temos. O mel não é recomendado pois pode provocar botulismo, já que os bebês possuem sistema ainda imaturo e sem desfesas formadas nao é indicado. Açúcar não é bom nem pra adultos, sobretudo o branco que é caloria vazia.


Prefiro consumir o demerara e o mascavo. Mas para um bebê o açucar já contido nas frutas é o suficiente, o mesmo vale para o sal, pois a longo prazo açúcar e sal são responsáveis por diabetes e hipertensão. Além de ter relaçao com o sobrepeso da populaçao.
Nao sou xiita nesse assunto. Mas acredito que reduzir não custa nada, o hábito de exceder nesses dois deforma nosso paladar. Por último o glúten decidimos nao dar no primeiro ano, baseado nas pesquisas e do documentario francês sobre os malefícios do glúten, mas não lembro o nome, vimos durante a gestação num dia muito chuvoso de nossa viagem a arraial do cabo.

Agora vamos ao bolo de aniversario modificado comentado no post anterior. A intenção era não perder o sabor gostoso de um bolo de aniversário, mas fazer algo que fosse um pouquinho saudável.

Bolo 1 Negão (alterações do original entre parêntesis)

2 xic de farinha de trigo (usei integral)
2 xic de nescau (usei chocolate em po)
2 xic de açucar (usei demerara e coloquei 1 e meia)
1xic de leite
250gr de manteiga ou margarina
3 ovos
fermento em pó

Misture os ingredientes em pó numa vasilha e faça um burraco no meio para adicionar os ovos, mexa rapidamente só no meio, coloque o leite e a manteiga no fogo até derreter. Despeje ainda quente na vasilha e mexa ate dissolver e incorporar todo o pó formando a massa. Ponha pra assar em forma untada. É excelente pra um café da tarde com muito sabor.

Bolo 2 cenoura (além das vitaminas tem uma cor legal)

2ovos
2 xic de farinha de trigo (usei integral)
2 xic de açúcar (usei 1 e meia de mascavo)
3 cenoura médias
meia xic de óleo (usei girassol)
fermento em pó

Misturar farinha e açúcar. Bater no liquidificador os demais ingredientes. Depois colocar essa parte com os outros ingredientes secos e mexer até que tudo esteja misturado acresentar o fermento no fim e colocar pra assar em forma unnada. é importante não ficar batendo muito esse bolo poque se nao ele pode parecer um pudim e nao ficar fofinho.

Recheio 1
doce de leite com creme de leite (esse não deu pra minimizar rs)

Recheio 2
creme patissier (receita laduree do livro sucree, achei a msm nesse blog, depois postarei em português)

Cobertura
ao inves da pasta americana que usa gordura vegetal hidrogenada e açucar de confeiteiro, usei um marzipã de leite em pó, também conhecido como pasta americana de leite ninho ou leite em pó.

3 medidas de leite em pó
3medidas de açucar de confeiteiro
leite condensado até dar o ponto (usei mel e leite condensado inspirada no sabor da galatine uma bala italiana de leite em pó)


Depois cortei os bolos e coloquei em camadas alternadas umedecendo com leite e colocando recheio. Por último a cobertura e a foto em papel de arroz e o gel de brilho.


Pros copos comestiveis mencionados no post anterior moldei com marzipa e após secos coloquei brigadeiro com um pouco de creme de leite e cereais cobertos de chocolate.
ficou assim.


Quem comeu aprovou! A foto do bolo são 6 carinhas do Nonô ao longo dos 12 meses, a arte é do papai.

sábado, 9 de março de 2013

Aniversário de 1 ano diferente

Voltando ao assunto alegre do mês, que foi o niver do filhote, vou postar aqui algumas coisas referentes à comemoração, me recuso a dalar sobre Feliciano e as loucuras desse país, vou falar de coisa alegre.
Sou meio avessas as regras e as normalidades, o que as vezes não preenche as expectativas alheias, mas também não me preocupo com o que vao pensar falar etc e tal. Portanto, acredito que o primeiro aniversário nada mais é do que a comemoraçao dos pais pelo nascimento do filho, e no nosso caso meu filho e nós (papais babões) merecemos até mais que um dia de comemoraçao, pois o esperamos ansiosos por três dias como eu relatei aqui.


Na verdade os meus planos iniciais não foram completamente concretizados por interferencias da natureza porque choveu um pouco, da vô e tia. Mas em se tratando de um churrasco foi dificil ser sustentável, na medida do possivel separamos latinhas de cerveja e pets para o descarte e fizemos o docinho com copinho comestivel que sera a receita do proximo post junto com e receita do bolo que fez sucesso.
Usamos um ecocopo descartável feito com resina natural e que impacta menos a natureza que os copos de polistireno, queria na verdade ter feito uma caneca pra cada um, serviria de lembrança e pouparia a natureza dos copos, mas não deu tempo. Sofri uma leve pressão a partir do sexto mês de vida do pequeno pra organizar a festa, mas só organizei mesmo com 1 mês de antecedência. Usei o churrascolator pra calcular as quantidades de carnes e optamos pelo convite virtual, imprimindo somente pra quem nao usa email (o que é raro) as tias avós de mais de 70. Era um plano inicial não usarmos bola, que depois estoura e fica o latex aí pelo planeta. Mas a vovó deu 2 bolas pra cada convidado encher jogando boas energias pro aniversariante o que resultou em 2 cachos de bola (totalizando menos que um pacote de 50 balões).

A decoraçao foi um varal de lã azul com mini pregadores comprados na caçula, afinal para adornar nada melhor que utilizar as fotos dos ultimos 12 meses (nao foi a primeira vez que usei fotos na decoraçao a primeira vez foi nos 30 do maridão).


Na verdade o "tema" da comemoraçao foi o proprio motivo de estarmos ali, que era o percurso do filhote, essa tematica serviu pro convite, decoraçao, bolo e lembrancinha (que nao foi concluida a tempo devido problemas técnicos, mas consistia num dvd com as imagens editadas de todos os meses do Nonô. Coisa que faziamos mês a mês ate o sexto). Acho que apesar de simples é uma comemoraçao autêntica, não chamo de festa, pois estávamos comemorando na acepção deste termo que é memorar/lembrar junto. Foi ótimo estar com pessoas queridas em um clima descontraído sem protocolos de festas. A única ressalva foi São Pedro que mandou uma chuva logo quando todos chegaram, mas foi um dia muito feliz pra nós. Assim como há um ano.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Passaporte para o aborrecimento

Pretendia nesse mês que que as postagens fossem alegres e dedicadas ao primeiro aniversário do meu filho, mas diante do que nos ocorreu anteontem é impossível silenciar, afinal esse post é a única coisa que posso fazer, infelizmente o poder e a lei neste país são coisas utilizadas nem sempre da melhor maneira. Eu amo meu país, que fique claro, gente ignorante tem em todo lugar, infelizmente trombei com um anteontem.
Meu filho de 1 ano e alguns dias é franco-brasileiro, francês por parte do pai e brasileiro por minha parte.
Sendo assim ele tem dupla nacionalidade e o direito de ter os passaportes dos seus dois países, direito esse que é pago, afinal a concessão do passaporte é  muitas vezes tratada com uma prestação de favor. O direito de ir e vir acaba quando se chega na fronteira com outro país.
Pois bem, após verificar toda documentação necessária para fazer o requerimento do passaporte agendamos tudo como manda o figurino pela internet. Anteontem foi o dia marcado no agendamento, mais uma vez conferimos toda documentação necessária. Quando se trata de um menor é preciso um termo assinado pelos pais autorizando a concessão do passaporte, e obviamente tínhamos esse papel, porém deixamos o campo identidade do pai em branco, uma vez que ele não é brasileiro e está ainda em tramitação seu processo de permanência, tendo já sido publicado em Diário Oficial desde janeiro, pensamos ser melhor perguntar lá para não fazer nada errado.
Ao chegarmos lá e passarmos pela triagem um jovenzinho olhou tudo (de qualquer jeito) e disse que tava ok, nos disse de sentar em um determinado local e aguardarmos que seríamos chamados. Até aí tudo bem, quando fomos chamados a mulher perguntou quem iria fazer o passaporte, eu disse: "nós dois" (fazendo sinal que era eu e o bebê) e ela já confundiu achando que era o meu marido, mas enfim essa funcionária foi até legal, vamos deixar pra lá esse fato. 
Ao entrarmos na cabine explicamos a ela que não sabíamos o que deveriamos colocar no campo carteira de identidade, gostaríamos de saber se podíamos colocar o passaporte, foi aí que ela levantou e foi falar com um agente, nós estávamos com um bebê e cheios de papéis o agente já ficou impaciente pela "demora" afinal eles querem ser prontamente atendidos. Esse mesmo agente (não quero citar nomes ainda que os saiba, pois tenho medo, sim, medo de abuso de poder) disse que não era possível preencher com o passaporte e que ele teria que ter a identidade (que no caso de estrangeiro é RNE - Registro Nacional de Estrangeiro e o processo que está no fim demora, começou em março de 2011), dissemos que já havia sido publicado em D.O. e que o agendamento para tal operação já havia sido feito para a próxima semana (não por nossa vontade, tudo pelo sistema). Ele (o agente) ainda disse com desdém que o protocolo que a própria policia federal deu ao meu marido pra ele não valia nada. Ao entrar no setor de estrangeiros nada foi resolvido. Então voltei pra falar com o tal agente porque só podia ser um mau entendido, e antes mesmo de poder terminar o que eu ia falar ele já me cortava, e eu disse não entender porque um brasileiro nato não pode ter seu passaporte, ele disse que o pai sendo estrangeiro tinha que estar legal no país, só que ele está legal e ele ignorou solenemente esse fato, não tava alí pedindo um favor queria só um direito do meu filho, e em seguida eu disse não entender porque o passaporte francês além de ter sido bem mais barato não fez exigência que eu fosse assim ou assado na frança (detalhe importante: o passaporte foi emitido rapidamente eu estava com o bebê, mas sem o pai, o valor foi inferior a 50 reais o equivalente a 17euros no cambio do dia, vale por 5 anos, o brasileiro foi 156 reais e vale por 2 anos e mesmo tendo sido pago ainda não pudemos fazê-lo) e aqui exigiam mais coisas, acho que ele ficou com raiva de eu ter dito isso, segundo ele eu disse "nessa porcaria" embora não me lembre disso, mas mesmo que eu tenha dito em nenhum momento aumentei o tom de voz, tava só conversando pacificamente tentando argumentar a ilogicidade do sistema, mas ele não estava de bom humor e disse que era assim e ponto e que se eu não estava satisfeita que fizesse o francês, só que eu já havia feito. Indaguei porque não havia essa informação no site, e ele disse que cada caso é um caso (e aí me pergunto: um caso analisado por ele ou pelo bom ou mau humor de quem estiver no plantão?) isso não é justo, nem igualitário, indaguei também se o pai dele fosse turista, se não tivesse permanência no Brasil, como meu filho poderia ter o passaporte brasileiro, a resposta dele foi "teria que fazer uma sindicância que demora de 30 a 40 dias" e ainda disse que o melhor era voltar após meu marido finalizar o processo de permanência. Tentei entender o porque disso e ele simplesmente disse que se eu não tava satisfeita ele não podia fazer nada e que aquilo era uma delegacia e que eu estava sendo grossa (buscar informação é ser grossa), em seguida ele rasgou o papel do agendamento que ele ia fazer "o favor" de carimbar pro dia da finalização da permanencia "pra ajudar" (como se ele fosse bonzinho), então rasgando o papel ele disse pra que eu agendasse pela internet, como subtexto eu entendi "tô rasgando isso pois ia te ajudar, mas agora se fode aí agendando pela internet" obvio que ele não disse isso, mas quis dizer nas entrelinhas. Estava o tempo todo com o bebê no colo e fiquei chocada com a rude atitude do tal agente que por ironia do destino mostrava em suas expressões e características faciais não ser 100% brasileiro, ele era claramente de família oriental.
Ontem verificamos tudo sobre esse assunto e até vi outro caso de crianças com dupla nacionalidade em que não houve essa exigência, meu marido ligou para o 194 e pediu informação e lhe disseram que o fato dele ser estrangeiro não impedia nada, eu também liguei e pra minha triste surpresa disseram a mesma coisa até eu dizer que já tinha ido a um posto da polícia e o agente não procedeu dessa forma, a resposta corporativista da telefonista foi: "o agente pode deferir ou não", aí eu pergunto, segundo o que? Se ele vai com a cara da pessoa ou não? A lei é igual pra todos até a hora em que um agente pode decidir quem fica e quem vai? Já estava muito chateada com a policia federal por um fato que aconteceu no fim do ano passado com uma amiga e sua filha, a menina tem dupla nacionalidade e ambas foram impedidas de saírem do brasil e retornarem pro seu país de residência pelo simples fato do policial não aceitar a autorização do pai que fora emitida fora do Brasil, por motivos obvios o pai da menina está lá. As duas passaram mais de um mês no Brasil pois na época de fim de ano não há lugares nos voos ou uma remarcação na primeira classe custa um valor extorsivo, essa criança teve usurpado o direito de passar os festejos natalinos e de fim do ano em família e quase que passa seu aniversário também. Entendo perfeitamente a responsabilidade de uma viagem com menor, de tráfico etc e tal, mas há um limite, o nome do pai do meu filho esta no seu RG e certidão de nascimento que sindicância deve ser feita? DNA?!?! É triste e fica cada vez mais claro que estamos sob leis não cumpridas e que as decisões tomadas por certos órgãos são influenciadas por julgamentos pessoais e que o menor que eles querem proteger pode ter graves sequelas psicologicas futuras pela conduta tomada.
Fica aqui o meu protesto por clareza de informações e imparcialidade nas decisões, que a lei seja a mesma para todos. Que o Brasil se mostre menos em extremos nem xenólatra, nem xenófobo.


domingo, 3 de março de 2013

Relato de parto.

Esse mês além das águas de março é o mês que marca 1 ano da chegada do meu filho e do meu nascimento como mãe. Meu parto foi muito especial. E como li muitos relatos enquanto estava grávida resolvi escrever e publicar o meu relato sobre o meu parto pra quem está querendo ver/ler mais uma dessas histórias e se lançar nesse mundo, fica aqui o meu registro. Lembrando que fui considerada em algum momento do pré natal uma grávida de risco, por ter um discreto prolapso na valva mitral (coração), tudo foi acompanhado e não houve nenhum problema, foi um parto domiciliar planejado.
Desde o momento que soube que estava grávida logo pensei na possibilidade de parir em casa, pois tive uma vizinha parteira e meu avô paterno era parteiro no interior. Entrei em contato com a minha ex-vizinha, mas houveram muitos desencontros pra conseguirmos uma consulta e acabei não tendo muita confiança, adormeci a ideia e comecei um pré natal padrão, mas ao indagar a médica sobre certas opções, que eu não podia optar, como: episio* por ser primeiro filho, litotomia*, soro com ocitocina* etc e tal vi tudo ficar muito estranho na relação e alí resolvi que teria de ser em casa.
Como num grande golpe de sorte recebi uma visita de amigos que tinham uma amiga que teve um parto em casa, peguei o telefone e liguei, consegui o contato da parteira já estavamos em dezembro e minha data provável de parto era fim de fevereiro ou início de março, faltava pouco, mas foi tempo mais que suficiente pra conseguir o que eu queria e que achava mais adequado pra receber alguém que mudaria a minha vida.
O grande dia foi assim...

O carnaval já tinha passado, tinha feito 40 semanas de gestação em uma quarta-feira uma semana depois das cinzas, quando no dia 28 de fevereiro de 2012 às 8h da manhã dormia, comecei a sentir um líquido sair, despertei pensando: A bolsa! Imediatamente pus a mão para confirmar se era realmente a bolsa que tinha rompido, e sim era (ou pelo menos eu achava até porque já não faço xixi na cama rs), como estava num mezanino fui cuidadosamente me arrastando com o barrigão até a escada pra não fazer uma molhação na cama, e ao terminar de descer a escada o liquido escorria entre as minhas pernas, límpido e tudo ok, como manda o bom andamento, mas inocentemente mal sabia que aquela quantidade não era nada! Mas como na minha inocência não sabia, logo liguei pro eminente papai que estava no trabalho, em seguida liguei para a parteira que começou a me monitorar por telefone, mas por enquanto tudo bem, nada de contrações, avisei as vovós e comecei a arrumar o ninho, aliás nesse dia a faxineira já tava em casa dando um trato.
O futuro papai (Nico) saiu cedo do trabalho, comprou umas últimas coisinhas e tudo estava correndo bem. .
Ganhei uma generosa massagem da minha mãe pela tarde, e no fim da tarde recebi a visita da equipe que estaria comigo no parto, exames feitos e tcharam, descobri que a bolsa tava ali direitinho! Recebi uma aula com bebezinho de pano e pelve de pano (muito interessante esse apetrecho) e elas se foram, mas já estávamos todos ligados à espera do nosso filhote.
A noite chegou e com ela as primeiras e discretas contrações, falamos no skype com amigos e depois decidimos ficar juntos, percebemos que os caminhos do nosso filho estavam começando a se abrir, foi quando recebemos um telefonema da parteira nos orientando a desligar todas as luzes, todos os elétricos e eletrônicos e nos conectarmos, e aí tive uma baita crise de, e agora? Não tem mais volta, eu vou ser mãe!!!! Mil dúvidas surgiram e uma insegurança também, será que eu seria um porto seguro pro meu bebê ? Será que eu dou conta de cuidar de uma vida tão pequenina e dependente de mim, chorei, chorei e chorei e meu amor ali comigo sendo meu esteio indispensável e me dando forças até o sono chegar, a diferença é que ele dormiu direto e eu comecei a dormir entre uma contração e outra.
Lá pras 3 ou 4 da madrugada senti muitas contrações e fome, liguei pra Mari (parteira), nos falamos um pouco, comi uma fruta e dormi novamente, dessa vez com menos interrupções. Por volta das 7h da manhã elas chegaram e eu já tinha 4 de dilatação, me animei e achei que meu bebê estava mais perto de mim. Meu marido preparou meu café da manhã, com pão caseiro (feito por mim) e geléias do meu sogro, tudo muito bem, dançamos juntinhos, me alonguei e depois fiquei na bola de pilates com o papai ali o tempo todo comigo, ouvimos um cd inteiro do Chico, depois musicas sortidas que íamos escolhendo.
Daí pra frente a amnésia pós parto já faz efeito e não me lembro com muita certeza da ordem dos fatos, mas me lembro de comer tomates, quis comê-los e ponto, comi. Depois mais dilatação e fui ficando contente achando que logo logo meu bebê estaria nos meus braços, pulei pra 7cm.
Andei pelo corredor do prédio, recebi a piscina que havia comprado pela internet, enchemos (o papai que encheu né?). Fui pro rebozo, tomei banhos, agachei, comi pão de mel e a tarde estava acabando e eu e minha racionalidade estávamos nos deparando com a necessidade de se entregar se não nada aconteceria, mas isso já era racionalizar e então nada ia.
Há uma determinada altura o sono me dominava, ter visto o sol se por me desanimou bastante, pois já tava na expectativa desde as 8 da manhã do dia 28, o dia 29 tinha se passado quase todo e eu só conseguia me forçar pra não dormir, fomos fazer um exame e cachoeira! A bolsa se rompeu e aí eu vi que aguaceiro é.
Quiquei na bola meio que no automático, a luz era linda no ambiente, mas não registrei mais nada além disso, na piscina morninha dormi, acordei com contração e tive que sair porque estava atrasando meu trabalho de parto. As contrações se espaçaram e um medo de não dar conta surgiu na dúvida do será que está tudo bem com o bebê?
As parteiras me deram teto de tempo pra certas coisas acontecerem e meu marido me chamou pra conversar, perguntou se realmente eu achava que tinha condições ou se queria ir pro hospital, nessa hora quase quis ir, mas quando pensava no que eu podia sofrer e o pior no que iam fazer com meu filho aih a vontade sumia só de pensar que iam jogar nitrato de prata nos olhos dele, lavá-lo como um frango...
Então resolvi comer, estava sem forças, não me lembro a ordem dos fatos, como já disse antes, mas tomei uma borrifada de ocitocina no nariz. Comi um bife de filé mignon, o primeiro pedaço quase não consegui engolir, mas depois foi fácil. Depois disso fui pra cama já tinha a dilatação necessária e já viam a cabeça do bebê e eu só tinha que fazer força, eu achava que tava fazendo toda força do mundo, mas não era o suficiente.
Não sentia mais as contrações que eram muito próximas e pedia pra me avisarem, não eu não raciocinava mais eu só queria fazer força pro meu filho nascer e já não queria mais sair dalí, mas a posição não ajudava, então o Nico sentou na cama e eu sentei no colo dele ele puxava as minhas pernas e eu só queria que o Noah chegasse, a Marilanda (parteira) disse: “ele é russinho igual ao pai” isso deu mais vontade de ver o russinho e depois disso não demorou muito pra ele nascer, passou a cabeça num grito e ainda perguntei à Claúdia (parteira) se precisava fazer mais uma força pra sair o resto, ela disse alguma coisa com seu jeito suave e ele escorregou cinzinha, dos pés e mãos roxas, mas bem limpinho em vista do que se vê por aí, diante de nós um ser super frágil e com olhos arregalados nos fitava enquanto cospia uma gosminha amarela. Logo em seguida ele foi colocado sobre nós. Foi ao seio sugar. Quando a pulsação parou a Marilanda perguntou ao Nico se ele queria cortar, ele preferiu continuar filmando e ela cortou o cordão, as contrações continuaram e a placenta também nasceu! Tive uma pequena laceração e tomei dois pontinhos. Tomei banho e em seguida no sofá ficamos juntos de novo, ele, a coisa mais linda que eu já na vida. Valeu a pena TUDO! Ele perfeito, saudável e nos meus braços, nasceu 1:01 do dia primeiro de março, na lapa, na casa da minha mãe no dia do aniversário da cidade maravilhosa!
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